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"Love & Hate", o segundo álbum de estúdio do cantor Michael Kinwanuka, será lançado a 27 de maio. O disco foi gravado em Los Angeles e Londres, tendo sido produzido por Brian Joseph Burton, também conhecido como Danger Mouse, já premiado com vários Grammys, e pelo jovem produtor britânico Inflo.
A propósito deste novo álbum, o músico britânico acaba de revelar o primeiro single, "Black man In A White World". O vídeo foi realizado por Hiro Murai, realizador japonês que é reconhecido pelo seu trabalho com artistas como Flying Lotus e Earl Sweatshirt.
"Love & Hate" é um álbum fascinante e seguro, que sucede à muito aclamada estreia de Kiwanuka, "Home Again", de 2012. Kiwanuka havia-se revelado ao mundo em 2011 com o primeiro single desse disco, "Tell Me A Tale", uma canção de uma crueza soul impactante.
"Love & Hate" é um disco que soa como se tivesse sido descoberto numa gaveta esquecida de um estúdio dos anos 1970, mas com uma intemporalidade que desafia qualquer artista de qualquer época. Se é verdade que ainda persiste o discurso da "morte do álbum", o novo disco de Michael Kiwanuka é uma resposta surpreendente e enfática à importância deste formato.
Se a canção "Where Coming Home" deu origem a comparações com Bill Withers e Otis Redding, neste novo álbum Michael Kiwanuka arrisca uma abordagem muito mais psicadélica e livre de fórmulas. O seu tema a de abertura, um opus de 10 minutos intitulado "Cold Little Heart", evoca os ambientes dos Pink Floyd, enquanto que "Falling" leva a música gospel para o século XXI. Existem várias canções que se destacam, mas "Love & Hate" é um álbum que merece genuinamente ser ouvido como um todo, com toda a atenção possível.
Honesto e ambicioso, neste novo disco Kiwanuka emerge do casulo emocional do seu primeiro álbum, preparando-se para assegurar o seu lugar como um dos talentos mais entusiasmantes da actualidade.